quinta-feira, setembro 30, 2010

Essencialmente


.. gosto de carinho no pescoço, mão dada e beijo na boca..

.. gosto do sorriso sincero, do brilho nos olhos e do amor profundo,

.. gosto de ter amigo perto, de algumas cumplicidades, da verdade acima de tudo.

Depois, há ainda o pôr do sol, todas as flores, as arvores que amo e o mar e a terra e demais frutos.

Hoje estou a sim, ainda dentro de um aquário, mas a largar aos poucos as penas.



terça-feira, setembro 28, 2010

3 dias e

Conclusão: quando fazemos alguma coisa por bem, de coração e mesmo assim outros entendem tudo ao contrário e vêm-nos como vilões, pessoas más, traidoras(!), apenas estão a reflectir em nós o que lhe passa na alma, sentimentos negativos, como se canalizassem em nós todas as suas frustrações, de tão desacreditadas que estão, deixam de acreditar até nas pessoas que lhes querem bem... muitas vezes não são más pessoas, estão apenas num momento muito ruim da vida e quanto tal acontece espalham-se e desatam a magoar os que lhes estão mais próximos.
POSSO SER COMPLICADA MAS VOU SEMPRE SER VERDADEIRA,
CONSCIENCIA É A MINHA LIBERDADE.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Acordei cedo, deitei cedo... a tV faz-me sono, as pessoas fazem-me sono, os livros fazem-me sono, os dias fazem-me sono, o sofá adormece... está uma manhã fresca e abri a porta para deixar entrar o dia, para que me cumprimente com um arrepio, há décadas que não arrepio... porque será que o verbo deixar se escreve com um x? Estranho, somos estranhos... por outro lado, como tal palavra se poderia escrever de outro modo, imagino o florete do Zorro a riscar isto na parede da sala de jantar, claro que usando o x a coisa corre muito melhor, é mais drástico, sente-se melhor a parede, os riscos são precisos, diminui-se a probabilidade de erro,.., pensando melhor gosto de um x á zorro, el matadora,.., nuanças desta nossa língua tão aristocrática e cheia de mitos e ironias... vem um cheiro a torradas lá de fora e não tenho pão, o cão salta e grita-me palavras que desconheço, ao menos este olha-me com ternura, ganha um afago,.., não são torradas, alguém queima lixo na rua, engraçado ser a letra x tão pouco usada e já estar na segunda no mesmo texto, a vizinha esta a queimar as folhas da sua floresta privada, cada casa cada floresta privada, porque falar dos últimos dias da vizinha não seria justo é boa pessoa e não merece... no outro dia, o dia das confusões na cidade, fui-lhe bater á porta, dei-lhe uma vela, na realidade agarrei em 3 velas e fui oferecer a cada um dos meus vizinhos, -aquela hora das 8, acendemos todos uma vela vizinha é a mensagem que está a passar. Moçambique está carregado de gente boa, de boas energias, e eles todos, os 3 que me abriram a porta ainda assustados, agradeceram com olhos de criança e agarraram-me na mão em tom de estamos juntos, sem palavras, há momentos que nos são na realidade completamente supérfulas,..., não que seja religiosa, sou agnóstica, mas ela é Muçulmana e recebeu-me com um olhar mesmo muito muito triste, pensou que a vela era para ela e não para o momento que a cidade vivia, arrependi-me, salvos algumas excepções as pessoas entendem os meus gestos... porque será que ás vezes damos tudo e nos entendem exactamente ao contrario,..., estou cansada e faz-me falta a minha mãe e o meu pai, há colos que se nos faltam acabam com o sentido deles para sempre... até os podemos encontrar em algumas pessoas, daquelas que entre 100 nos aparecem e sabemos á partida que são sinceros, desprovidos de interesse e nossos... dei sempre muito importância a amigos, aos bons amigos, como escrevo sobre o assunto, lembro-me que foi desde que os meus pais foram para outro universo que comecei a dar ainda mais importância, aos bons amigos, como se por obra e graça do espirito santo o amor de todos fizesse com que me sentisse menos sozinha neste mundo, quando será que vou deixar de ser besta e começar a pensar como um adulto, ...,



arrepiei, não cheguei a ir até á lua, as minhas tendências para astronauta nunca passaram de um beijo que me lá levou um dia, quem sabe volto lá, há beijos que ultrapassam as fronteiras do sexo e tornam-se imortais, habitam para sempre em jupiter. VOU FAZER CAFÉ.

domingo, setembro 26, 2010

há dias em que me sinto irremediavelmente só... o errado nisto é que não estou só... não é o estar é o sentir... sinto falta das pessoas que também deveriam estar aqui... é engraçado sentir tantas vezes isto, ter começado um blog por tal e falar raramente no assunto... quanto mais me é importante um assunto, menos falo dele... há factos que simplesmente não nos adianta de nada falar deles... há dias em que me sinto irremediavelmente só.


sexta-feira, setembro 24, 2010

NÂO ao uso de fio de nylon nas etiquetas

A industria de confecção de roupa optou por cozer as etiquetas com linha de nylon, mais conhecida como linha de pesca... será que só a mim aquilo pica!? Gasto demasiado tempo a tirar etiquetas depois de comprar roupa e acabo de estragar uma blusa por isso. Será que as marcas ainda não se aperceberam que assim as etiquetas que lhes fazem publicidade gratuita são todas arrancadas e de mau humor... a mim ninguém me pica!

terça-feira, setembro 21, 2010

o cão mordeu a lingua e o gato fugiu mas-

-a boa filha á casa retorna-ok-sem porra nenhuma para dizer-cheia de vontade de voltar-pode uma mulher dizer mais disparates-complicado-trabalhar-trabalhar-trabalhar-sem imagem-sem legenda-sem conteúdo-tass?

quarta-feira, maio 19, 2010

maças verdes

Hoje apetece-me uma maça, verde, crocante, sumarenta.

Tudo o resto é chato, pois..
tenho alguma dificuldade em gerir palavras chatas, melhor ficar calada, pensar na maça, verde, crocante e sumarenta.
Cada vez que a vida te atira com uma PEDRA á cabeça,
morde uma maça
come-a.

quinta-feira, março 18, 2010

Para a PomPom

A mudança assusta a maioria das pessoas… já eu não, eu adoro uma mudança… mudar de cor, mudar de armário, mudar de penteado, de estilo, de musica, de rua, de estação de rádio, de decoração, de casa, de livro mesmo que no meio, de conversa(!), de hábitos, quando dá, sempre que dá eu mudo, quando não dá, é complicado, mas eu dou um jeito.
Fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes, é definitivamente uma forma de arte, ou não?

Isto porque, nunca gostei de gatos e acabo de adoptar uma gatinha encantadora, que me diz no final das contas, que sou uma tola.
A fotografia não tarda aparece... já a musica n tenho vontade de a mudar hoje.

segunda-feira, março 08, 2010

queridos botões:

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca"
Clarice Lispector

Comecei a semana a ler esta frase no blog da Luna... a qual veio a calhar para o meu actual momento.

Não sei se já falei do tema antes, mas não sou religiosa… acredito em dEus, numa energia superior que nos dá vida nos liga a todos de uma ou outra maneira, acredito na força da união de várias energias juntas, considero-me uma pessoa mais espiritual, não tenho necessidade de me juntar a uma determinada igreja, de me sentar num templo e seguir um testamento... sempre tive as minhas ideias e fui ouvindo as dos outros, concordo com algumas com outras não tanto… acho que crescemos todos se nos ouvir-mos uns aos outros e respeitarmo-nos como seres diferentes que somos.

O grande problema da humanidade é esse, a falta de entendimento, a falta de respeito pela diferença, a dificuldade que muitos de nós temos em comunicar o que sentimos, mesmo que nem sempre concordemos com o que o outro tem para dizer… saber-mos ouvir é uma virtude, saber-mos falar é o que nos faz andar em frente.

Todas as palavras que não dizemos ficam-nos pregadas ao coração e se durante muito tempo guardamos palavras negativas, elas um dia vão querer sair em forma de tempestade, nunca vi uma tempestade a trazer bons resultados.
Porque será que os homens (no geral) abusam do sarcasmo para falar, em vez de dizerem directamente o que sentem? Vou tentar perguntar a um analista o que os leva a ter tanta dificuldade para o texto directo.

quarta-feira, março 03, 2010

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

a minha chuva

Choram torrentes de agua lá fora e sinto que a minha terra de algum modo chora como eu, temos isso em comum… um pranto tempestivo e de curta duração… depois, logo depois, aparece o sol, arregaça qualquer sorriso e ajuda a aquecer a agua que ficou dentro.

Guardo sempre um pouquinho de chuva em mim, para não deixar de saber quem sou.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Pancas...,

... um dia estabeleço uma meta, conhecer pelo menos uma pessoa por mês... sim, é algo que realmente eu gostava de conseguir fazer... claro que não são todas as pessoas que me inspiram... o estranho, é que ás vezes sinto muito mais vontade de conhecer aquela pessoa com quem não fui com a cara, que me irritou por este ou por aquele motivo... enfim, é definitivamente uma panca minha, mais uma apenas que resolvi registar...
Bem... é isto e andar neste brinquedo.
Sim, estou com pouco para fazer hoje! :)

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Aula de desenho


Estou lá onde me invento e me faço: De giz é meu traço. De aço, o papel. Esboço uma face a régua e compasso: É falsa. Desfaço o que fiz. Retraço o retrato. Evoco o abstrato Faço da sombra minha raiz. Farta de mim, afasto-me e constato: na arte ou na vida, em carne, osso, lápis ou giz onde estou não é sempre e o que sou é por um triz.

Maria Ester Maciel

sábado, fevereiro 06, 2010

vicio

Todos nós temos um vício e quando não temos procuramos por um e quando não o encontramos falta-nos alguma coisa que não sabemos ao certo o que é… é exactamente nesse preciso momento, ao sentir essa falta, que agarramos um vicio qualquer… sim, acho que todos nós temos que invariavelmente nos agarrar a algum tipo de vicio, a curiosidade do salto no precipício, cada um com a sua droga… e drogas não se discutem porque não há qualquer tipo de racionalidade nelas, como se o uso dessa irracionalidade nos servisse para nos suster em cima dos saltos altos da nossa razão, sim porque viver na razão é como viver nas alturas, exige muito equilíbrio e um q de vontade.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

O2

Faz um ano que a minha vida profissional deu o pino,
faz um ano que a custo virei a mesa, virei os dias, virei o percurso,
mudei de estrada e deparei-me com mil e uma barreiras,
faz um ano que tanta coisa mudou que perdi a noção do tempo… dos dias maus, dos dias bons… hoje parei, olhei por segundos para traz e de repente senti que tudo valeu a pena, ás vezes a mudança mesmo que assustadora é inevitável e lançarmo-nos para o desconhecido é um acto cheio de glória, nem que seja porque por lá temos sempre a possibilidade de nos voltarmos a reencontrar, não há nada pior que nos perder-mos de nós próprios, mesmo que essa perda tenha sido originada pela perde de outros que tanto amamos.